08072014-destaqueBlog

No mundo eclético atual, com mistura de inúmeros estilos, as pátinas, as pinturas envelhecidas e os decapês imprimem um ar de desgaste aos móveis. Tudo aliado aos tecidos claros, em composição com branco, marfim, cinza, lilás, azul, rosa e tons terra. Estampas florais, xadrezes e listradas ajudam no composê.

A maioria dos móveis planejados, apesar de serem projetados em estilo contemporâneo, não impedem a mistura com um estilo mais rústico, uma vez que o contemporâneo tem como característica ser neutro, combinando com tudo e tudo com ele.

As pátinas não surgiram por acaso, mas sim por uma necessidade de repaginar os móveis antigos e as paredes.

Um acabamento muito interessante é o provençal. Esse padrão rústico, mas sofisticado, datado do final do século 17, tem sua origem na região chamada Provence, no interior da França, muito conhecida por suas plantações de lavanda. Sua base é clássica, inspirada na decoração carregada dos palácios e castelos.

Foi uma tentativa de levar às residências simples, com móveis de pior qualidade e que necessitavam de pequenos restauros, um pouco de luxo. Esses restauros eram feitos com uma mistura de gesso e cola chamada gesso cré.

Com o desgaste do tempo essa pintura ficava com um aspecto envelhecido, virando característica da região e dando origem ao nome. Com o tempo, o que era uma solução para pessoas humildes virou sinônimo de elegância e bom gosto, valorizado no mercado até os dias atuais.

A união de móveis modernos com objetos antigos e patinados, como uma mesa de centro, uma cadeira ou até mesmo um aparador, forma uma composição muito interessante.

Optar pela pátina, principalmente a provençal, garante frescor à casa, pois se trata de uma decoração aconchegante e bucólica, trazendo romantismo ao lar.

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